segunda-feira, 24 de novembro de 2008
O que é Bullying?
O termo BULLYING compreende todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro(s), causando dor e angústia, e executadas dentro de uma relação desigual de poder. Portanto, os atos repetidos entre iguais (estudantes) e o desequilíbrio de poder são as características essenciais, que tornam possível a intimidação da vítima.
Perfil do Profissional do Ensino no Novo Milênio
O perfil do Profissional do Ensino não muda porque estamos entrando num novo milênio, mas pelo imperativo das inovações em todas as áreas do saber, do fazer, do ser e da tecnologia. Somos impelidos também pela força da nova LDB 9394/96 que propõem uma revolução no Ensino Básico, desde a Educação Infantil, passando pelo Ensino Fundamental e culminando no que chamam de Novo Ensino Médio.
Quando começamos a vasculhar a bibliografia sobre avanços pedagógicos, percebemos avanços com registros fundamentados, nas últimas três décadas. A nossa História da Educação é muito jovem e ainda estamos aprendendo o que melhor nos convém. O Brasil começa a definir e estruturar a Educação em 1930 com o movimento denominado " Escola Nova", trazendo em seu bojo, propostas inovadoras para a época como a laicidade do ensino, a coeducação dos sexos, a escola pública para todos e a revolução pedagógica de centrar o ensino no aluno, e não mais nos programas e/ ou professor, como na " Escola Tradicional" - o que vem ratificado na nova e 4a. LDB 9394/96.
Alguns estudos informam sobre a dificuldade de se ter informações completas e exatas acerca do saber, das atitudes e das crenças dos professores e das condições em que se espera que eles levam a cabo o seu trabalho, já que são os árbitros finais de quaisquer mudanças que ocorram, sendo, portanto, importante ter informação segura acerca da maneira como tomam decisões e fazem escolhas que estão no centro de suas ações, nos avisa Gallagher ( 1989,1990). Silva & Tunes (1999) dizem que " no seu trabalho diário, o professor está produzindo conhecimento a partir de suas ações e das ações do aluno e, ao mesmo tempo, engendrando modos de chegar aos objetivos que formulou, praticando com base no seu conhecimento." Mais adiante concluem:" a situação do ensino constrói não apenas o aluno, mas também o professor, pois (...) ele também é um sujeito em construção no processo. A reprodução da estrutura do ensino na sala de aula é um ponto importante a se considerar na elaboração dessa noção. De modo geral, podemos supor que é difícil para o professor ver-se como agente transformador da estrutura social, pois ele sequer consegue influenciar a estrutura à qual está submetido. Se o próprio professor não é autônomo, sendo restringido pelo papel que é forçado a desempenhar pelas instâncias superiores, então seria, para ele, difícil agir no sentido de dar autonomia ao aluno."3
Como temos constantes orientações novas na área da Educação, pouca ou nenhuma experiência em sala de aula pode ser testada e avaliada em profundidade - o que requer um arco de tempo de 10 a 15 anos - para, depois se poder dizer, o que vale ou não a pena ser continuado. Ao lado disso exerce a sua influência, a formação universitária e a personalidade do professor que, em sala de aula, decide o que e como vai fazer. Vai determinar os seus objetivos, metodologia e avaliação, embasados em teorias e autores que acredita. Há ainda os parâmetros fixados pela Direção da Escola ou outras orientações públicas, já citadas. Somam-se a isso, as condições de trabalho, material pedagógico disponível e a remuneração. Corroborando o que se afirmou, citamos a conclusão de Ricardo Gauche e Elizabeth Tunes, num artigo sobre O professor, a indústria dos cursinhos, a universidade e as perspectivas de inovação no processo educacional: " As inovações educacionais, certamente, passam pelo exercício da autonomia do professor. Há inúmeros fatores que, historicamente, vem contribuindo para a perda constante da autonomia pelo professor. Um deles é a padronização da atuação, muitas vezes estimulada pela adoção, por parte de quem dita as políticas educacionais, de métodos e teorias relacionadas ao ensino. Temos assistido, ao longo de algum tempo, ao aparecimento e desaparecimento de modelos que são propostos para, oficialmente, orientar o ensino. Os resultados têm estado, quase sempre, muito aquém do que os anunciados. (...) as inovações educacionais somente são possíveis em um contexto de liberdade de experimentação e de criatividade. "4
Atualmente, percebem-se inovações, nem sempre perceptíveis ao observador desavisado, no novo perfil do professor que se concretiza no seu agir profissional. Temos a elaboração, por todos os integrantes da Escola, da Proposta Pedagógica, do plano de trabalho. O Profissional do Ensino é desafiado a atuar criticamente na elaboração e execução dos projetos sociais, na indicação do material pedagógico que é proposto ao aluno, e decidir sobre metodologia na busca da construção do conhecimento em sala de aula, bem como no uso de outras tecnologias. Temos indicadores de mudanças também nas questões dos vestibulares, relatos de experiências em congressos ou exposições didático-pedagógicas. Isso tudo é uma fonte de tensão e avaliação constantes para o professor que precisa buscar urgente atualização e prosseguimento de estudos para poder fazer frente aos novos conhecimentos e interpretações.
O Profissional do Ensino está ganhando um novo rosto e um novo valor no mercado das profissões, porque a crise está em toda parte, então, a Escola - como emprego - surge como uma luz. Mas as leis são claras e pedem qualificação e só entra nessa arena para permanecer, quem for concursado - no ensino,público - e no particular, por referências e prestação de serviços. Mesmo assim, se o professor não for competente e não estiver numa dinâmica de crescimento e busca, os alunos, as leis do mercado ou ele mesmo decidem por sua demissão. Lentamente o " fazer bico" na Escola, está desaparecendo.
Folhando os Parâmetros Curriculares,( da Educação Infantil, Fundamental, Ensino Médio e Técnico) que são uma explanação da LDB 9394/96, como se pensa o perfil do professor, além do que já se disse?
Deseja-se um professor de bem com a vida, humano, feliz, idealista, capaz de dar sentido à vida e ao que faz. Que viva na linha do SER - objetivo máximo da Educação - que exercite a paciência cronológica e histórica. Tenha ele compromisso com a vida e os valores como a ética, a sensibilidade, a estética, a cidadania, a solidariedade, a verdade, o respeito e o bom senso. Norteie-se por três pilares de princípios, previstos na explanação dos parâmetros: Princípios estéticos: que desenvolvem a estética da sensibilidade, estimulam a criatividade e o espírito inventivo; Princípios Políticos: que propõem a política da igualdade, do direito e da democracia, cuja arte se expressa no aprender a conviver; Princípios éticos: que visam a ética da identidade: inserção no tempo e no espaço, onde aprender a ser é o objetivo máximo.
Deseja-se um professor que se dirija pelos princípios norteadores da UNESCO para a Educação do Século XXI: Aprender a conhecer, unindo teoria e prática. Aprender a fazer, aprender a conviver, aprender a ser.
A sua maior preocupação deve ser em formar seres humanos capazes e seguros, com valores solidamente construídos, não fixados no vestibular, mas voltados para a sociedade e seus desafios tecnológicos. O professor deve assumir um papel diferenciado, procurando estar sempre atualizado e consciente de que o melhor mestre é aquele que debate e questiona, não apenas introduzindo o aluno na matéria, mas também fazendo-o questionar, duvidar, pesquisar. O aprendizado em equipe e os trabalhos em grupo devem ser dos pontos fortes de sua metodologia de ensino. Seu papel educativo é entendido como o de preparar os alunos para o exercício da cidadania, para o trabalho em geral e para o desenvolvimento de habilidades e de competências, visando a intervenção ética positiva na sociedade, com argumentações conscientes, resultantes da aplicação de conceitos na resolução de problemas contextualizados e relevantes.
O novo Profissional do Ensino é aquele que desenvolve as competências para continuar aprendendo, de forma crítica, em níveis mais complexos de estudos. Essas competências são de nível cognitivo, cultural, psicomotor e sócio-afetivo.
Segundo o Secretário de Educação Média e Tecnológica, Ruy Leite Berger Filho, "o conceito competências tem como referências básicas a epistemologia genética de Jean Piaget e a lingüística de Noan Chomsky. Uma concepção básica os reúne entre os que formulam suas teorias a partir da noção de que a espécie humana tem a capacidade inata de : construir o conhecimento; de construí-lo na interação com o mundo; de referenciá-lo e significá-lo social e culturalmente; de mobilizar este conhecimento frente a novas situações de forma criativa, reconstruindo no desempenho as possibilidades que as competências, ou os esquemas mentais, ou ainda a gramática interna, permitem potencialmente." As competências, segundo o mesmo autor, são ações e operações que utilizamos para estabelecer relações com e entre objetos, situações, fenômenos e pessoas que desejamos conhecer. São operações mentais estruturadas em rede que, mobilizadas, permitem a incorporação de novos conhecimentos e sua integração significada a esta rede. As habilidades decorrem das competências adquiridas e referem-se ao plano imediato do saber fazer.
Nesse item adentramo-nos, então, na elaboração do currículo de cada uma das três grandes áreas:Área das Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Área das Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias; Área das Ciências Humanas e suas Tecnologias. Pressupõe-se que não se abandone a transmissão dos conhecimentos ou a construção de novos conhecimentos - necessários na construção de competências. O centro da proposta curricular é o processo da construção, apropriação e mobilização dos saberes significados. Se o professor conseguir fazer isso, estará integrando o que está fora dos muros da escola; ele reconhece a multiplicidade de agentes e fontes de informação, apropria-se deles; articula o passado e o presente, projetando o futuro. O personagem central do trabalho pedagógico todo, é o aluno e sua aprendizagem. Requer-se também um foco na qualidade e na autonomia da escola e do professor, cujo objetivo é fazer aprender.
Podemos enfatizar ainda que o Profissional do Ensino usa, ensina e propõe o uso de tecnologias básicas: redação - representação e comunicação; informação - investigação e compreensão; computação - contextualização sócio-cultural. Deduz-se que é um agente da revolução do conhecimento, alterando o modo de organizar o trabalho e as relações sociais do seu meio.Desenvolve conceitos, idéias, a investigação, a pesquisa e o questionamento. Levanta hipóteses, produz e faz produzir o conhecimento; promove relações interdisciplinares, sociais, políticas, afetivas, de espaço e tempo. Faz pensar e procura soluções alternativas. Maneja a tecnologia do computador, dos micro-sistemas, micro-eletrônica, serve-se das linguagens icônicas, corporais, sonoras e formais.
Quando se fala do perfil do Profissional do Ensino, nos Parâmetros Curriculares5, estamos diante da utopia, daquilo que aspiramos ser e nunca chegamos. Precisamos de estrelas que nos estimulam e nos dão o norte. Mas cá, em baixo, continuamos com os nossos pés de barro e queremos ser felizes e tornar os outros felizes através da nossa profissão de ensinar " a aprender conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser."
Quando começamos a vasculhar a bibliografia sobre avanços pedagógicos, percebemos avanços com registros fundamentados, nas últimas três décadas. A nossa História da Educação é muito jovem e ainda estamos aprendendo o que melhor nos convém. O Brasil começa a definir e estruturar a Educação em 1930 com o movimento denominado " Escola Nova", trazendo em seu bojo, propostas inovadoras para a época como a laicidade do ensino, a coeducação dos sexos, a escola pública para todos e a revolução pedagógica de centrar o ensino no aluno, e não mais nos programas e/ ou professor, como na " Escola Tradicional" - o que vem ratificado na nova e 4a. LDB 9394/96.
Alguns estudos informam sobre a dificuldade de se ter informações completas e exatas acerca do saber, das atitudes e das crenças dos professores e das condições em que se espera que eles levam a cabo o seu trabalho, já que são os árbitros finais de quaisquer mudanças que ocorram, sendo, portanto, importante ter informação segura acerca da maneira como tomam decisões e fazem escolhas que estão no centro de suas ações, nos avisa Gallagher ( 1989,1990). Silva & Tunes (1999) dizem que " no seu trabalho diário, o professor está produzindo conhecimento a partir de suas ações e das ações do aluno e, ao mesmo tempo, engendrando modos de chegar aos objetivos que formulou, praticando com base no seu conhecimento." Mais adiante concluem:" a situação do ensino constrói não apenas o aluno, mas também o professor, pois (...) ele também é um sujeito em construção no processo. A reprodução da estrutura do ensino na sala de aula é um ponto importante a se considerar na elaboração dessa noção. De modo geral, podemos supor que é difícil para o professor ver-se como agente transformador da estrutura social, pois ele sequer consegue influenciar a estrutura à qual está submetido. Se o próprio professor não é autônomo, sendo restringido pelo papel que é forçado a desempenhar pelas instâncias superiores, então seria, para ele, difícil agir no sentido de dar autonomia ao aluno."3
Como temos constantes orientações novas na área da Educação, pouca ou nenhuma experiência em sala de aula pode ser testada e avaliada em profundidade - o que requer um arco de tempo de 10 a 15 anos - para, depois se poder dizer, o que vale ou não a pena ser continuado. Ao lado disso exerce a sua influência, a formação universitária e a personalidade do professor que, em sala de aula, decide o que e como vai fazer. Vai determinar os seus objetivos, metodologia e avaliação, embasados em teorias e autores que acredita. Há ainda os parâmetros fixados pela Direção da Escola ou outras orientações públicas, já citadas. Somam-se a isso, as condições de trabalho, material pedagógico disponível e a remuneração. Corroborando o que se afirmou, citamos a conclusão de Ricardo Gauche e Elizabeth Tunes, num artigo sobre O professor, a indústria dos cursinhos, a universidade e as perspectivas de inovação no processo educacional: " As inovações educacionais, certamente, passam pelo exercício da autonomia do professor. Há inúmeros fatores que, historicamente, vem contribuindo para a perda constante da autonomia pelo professor. Um deles é a padronização da atuação, muitas vezes estimulada pela adoção, por parte de quem dita as políticas educacionais, de métodos e teorias relacionadas ao ensino. Temos assistido, ao longo de algum tempo, ao aparecimento e desaparecimento de modelos que são propostos para, oficialmente, orientar o ensino. Os resultados têm estado, quase sempre, muito aquém do que os anunciados. (...) as inovações educacionais somente são possíveis em um contexto de liberdade de experimentação e de criatividade. "4
Atualmente, percebem-se inovações, nem sempre perceptíveis ao observador desavisado, no novo perfil do professor que se concretiza no seu agir profissional. Temos a elaboração, por todos os integrantes da Escola, da Proposta Pedagógica, do plano de trabalho. O Profissional do Ensino é desafiado a atuar criticamente na elaboração e execução dos projetos sociais, na indicação do material pedagógico que é proposto ao aluno, e decidir sobre metodologia na busca da construção do conhecimento em sala de aula, bem como no uso de outras tecnologias. Temos indicadores de mudanças também nas questões dos vestibulares, relatos de experiências em congressos ou exposições didático-pedagógicas. Isso tudo é uma fonte de tensão e avaliação constantes para o professor que precisa buscar urgente atualização e prosseguimento de estudos para poder fazer frente aos novos conhecimentos e interpretações.
O Profissional do Ensino está ganhando um novo rosto e um novo valor no mercado das profissões, porque a crise está em toda parte, então, a Escola - como emprego - surge como uma luz. Mas as leis são claras e pedem qualificação e só entra nessa arena para permanecer, quem for concursado - no ensino,público - e no particular, por referências e prestação de serviços. Mesmo assim, se o professor não for competente e não estiver numa dinâmica de crescimento e busca, os alunos, as leis do mercado ou ele mesmo decidem por sua demissão. Lentamente o " fazer bico" na Escola, está desaparecendo.
Folhando os Parâmetros Curriculares,( da Educação Infantil, Fundamental, Ensino Médio e Técnico) que são uma explanação da LDB 9394/96, como se pensa o perfil do professor, além do que já se disse?
Deseja-se um professor de bem com a vida, humano, feliz, idealista, capaz de dar sentido à vida e ao que faz. Que viva na linha do SER - objetivo máximo da Educação - que exercite a paciência cronológica e histórica. Tenha ele compromisso com a vida e os valores como a ética, a sensibilidade, a estética, a cidadania, a solidariedade, a verdade, o respeito e o bom senso. Norteie-se por três pilares de princípios, previstos na explanação dos parâmetros: Princípios estéticos: que desenvolvem a estética da sensibilidade, estimulam a criatividade e o espírito inventivo; Princípios Políticos: que propõem a política da igualdade, do direito e da democracia, cuja arte se expressa no aprender a conviver; Princípios éticos: que visam a ética da identidade: inserção no tempo e no espaço, onde aprender a ser é o objetivo máximo.
Deseja-se um professor que se dirija pelos princípios norteadores da UNESCO para a Educação do Século XXI: Aprender a conhecer, unindo teoria e prática. Aprender a fazer, aprender a conviver, aprender a ser.
A sua maior preocupação deve ser em formar seres humanos capazes e seguros, com valores solidamente construídos, não fixados no vestibular, mas voltados para a sociedade e seus desafios tecnológicos. O professor deve assumir um papel diferenciado, procurando estar sempre atualizado e consciente de que o melhor mestre é aquele que debate e questiona, não apenas introduzindo o aluno na matéria, mas também fazendo-o questionar, duvidar, pesquisar. O aprendizado em equipe e os trabalhos em grupo devem ser dos pontos fortes de sua metodologia de ensino. Seu papel educativo é entendido como o de preparar os alunos para o exercício da cidadania, para o trabalho em geral e para o desenvolvimento de habilidades e de competências, visando a intervenção ética positiva na sociedade, com argumentações conscientes, resultantes da aplicação de conceitos na resolução de problemas contextualizados e relevantes.
O novo Profissional do Ensino é aquele que desenvolve as competências para continuar aprendendo, de forma crítica, em níveis mais complexos de estudos. Essas competências são de nível cognitivo, cultural, psicomotor e sócio-afetivo.
Segundo o Secretário de Educação Média e Tecnológica, Ruy Leite Berger Filho, "o conceito competências tem como referências básicas a epistemologia genética de Jean Piaget e a lingüística de Noan Chomsky. Uma concepção básica os reúne entre os que formulam suas teorias a partir da noção de que a espécie humana tem a capacidade inata de : construir o conhecimento; de construí-lo na interação com o mundo; de referenciá-lo e significá-lo social e culturalmente; de mobilizar este conhecimento frente a novas situações de forma criativa, reconstruindo no desempenho as possibilidades que as competências, ou os esquemas mentais, ou ainda a gramática interna, permitem potencialmente." As competências, segundo o mesmo autor, são ações e operações que utilizamos para estabelecer relações com e entre objetos, situações, fenômenos e pessoas que desejamos conhecer. São operações mentais estruturadas em rede que, mobilizadas, permitem a incorporação de novos conhecimentos e sua integração significada a esta rede. As habilidades decorrem das competências adquiridas e referem-se ao plano imediato do saber fazer.
Nesse item adentramo-nos, então, na elaboração do currículo de cada uma das três grandes áreas:Área das Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Área das Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias; Área das Ciências Humanas e suas Tecnologias. Pressupõe-se que não se abandone a transmissão dos conhecimentos ou a construção de novos conhecimentos - necessários na construção de competências. O centro da proposta curricular é o processo da construção, apropriação e mobilização dos saberes significados. Se o professor conseguir fazer isso, estará integrando o que está fora dos muros da escola; ele reconhece a multiplicidade de agentes e fontes de informação, apropria-se deles; articula o passado e o presente, projetando o futuro. O personagem central do trabalho pedagógico todo, é o aluno e sua aprendizagem. Requer-se também um foco na qualidade e na autonomia da escola e do professor, cujo objetivo é fazer aprender.
Podemos enfatizar ainda que o Profissional do Ensino usa, ensina e propõe o uso de tecnologias básicas: redação - representação e comunicação; informação - investigação e compreensão; computação - contextualização sócio-cultural. Deduz-se que é um agente da revolução do conhecimento, alterando o modo de organizar o trabalho e as relações sociais do seu meio.Desenvolve conceitos, idéias, a investigação, a pesquisa e o questionamento. Levanta hipóteses, produz e faz produzir o conhecimento; promove relações interdisciplinares, sociais, políticas, afetivas, de espaço e tempo. Faz pensar e procura soluções alternativas. Maneja a tecnologia do computador, dos micro-sistemas, micro-eletrônica, serve-se das linguagens icônicas, corporais, sonoras e formais.
Quando se fala do perfil do Profissional do Ensino, nos Parâmetros Curriculares5, estamos diante da utopia, daquilo que aspiramos ser e nunca chegamos. Precisamos de estrelas que nos estimulam e nos dão o norte. Mas cá, em baixo, continuamos com os nossos pés de barro e queremos ser felizes e tornar os outros felizes através da nossa profissão de ensinar " a aprender conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser."
HISTÓRIA DA PEDAGOGIA
Numa definição sintética, Pedagogia, palavra oriunda do grego (paidagogia), é a teoria e ciência da educação e a arte de ensinar.
A Pedagogia compreende um conjunto de doutrinas, princípios e métodos de educação baseados no estudo de idéias de determinada concepção de vida (filosofia), e no aprofundamento de algumas ciências humanas (psicologia, sociologia etc).
A Pedagogia tende portanto, para um objetivo prático definido, através de meios (processos e técnicas de ensino) eficientes para alcançá-los.
Surgida no século XVII, a Pedagogia teve como um dos principais iniciadores, o monge João Comênio (Amós Comenius). Intuíram esse mestre que a criança em primeiro lugar e o estudante em geral, merecem cuidados especiais para efetivação de uma aprendizagem mais produtiva e deleitosa, devido à imaturidade de recursos racionais e da inexperiência da idade. Essa descoberta revolucionária valeu ao insigne mestre o título de "Pai da Pedagogia".
Desde então, o ensino transformou-se paulatinamente, retro-alimentado por novas propostas educativas iluminadas, em destaque a do francês Jean Jacques Rousseau no século XVIII, de seus seguidores e de inúmeros educadores mais próximos de nós amparados pelo desabrochar da Psicologia que confirmou os acertos dos mestres inovadores.
Os métodos de ensino sucederam-se uns aos outros, sempre no intuito de apresentar ao aluno uma aprendizagem de acordo com a sua faixa etária. No decorrer do tempo, a Pedagogia, com seus objetivos e currículo pertinentes florescia, sempre direcionada à eficiência e eficácia do ensino, tomando por fim forma de curso, emancipando-se na Europa e nos Estados Unidos.
No Brasil (1.931), aportou no Rio de Janeiro e hoje campeia por toda parte. Rendeu dias de glória ao Pedagogo e Professor, considerados pelo seu ministério, cercado de respeito e gratidão, reconhecido pela dignidade do seu papel social nesta imensa Nação.
Da otimização da formação do Pedagogo dependeram esses fatos. Depende dela ainda a excelência da educação de um povo desde o momento da aquisição de seus conhecimentos iniciais, da continuidade deles, e certamente quando se busca orientação segura para uma profissão ou, senão isso, ao menos para absorção de visão de mundo que lhe permita viver melhor e ser feliz.
Todavia, o Pedagogo perdeu as prerrogativas originais de reconhecimento da sociedade decorrida do seu trabalho. Constata-se facilmente essa realidade quando se analisa as suas consecutivas perdas econômicas e perspectivas profissionais atuais.
Ele que tem nas mãos a infância e a juventude de um país, quando se trata da instrução escolar escalonada e sedimentada, e que tem também, diante da impossibilidade de dissociar-se ensino e educação, a responsabilidade em segunda instância (já que em primeira é dever da família que não raro, incapaz de ministrá-las todas mas, felizmente consciente dessa falha, delega-lhe plenamente essa tarefa), pelas bases educacionais, sociais, políticas, morais e éticas.
É altíssima a contribuição do Pedagogo na geração da grandeza de uma Nação pelos efeitos que ela produz, e que é identificável pela atuação social de seu ex-alunado emancipado, maduro e responsável.
Por essa razão, é sumamente necessário que se lhe impute educação atualizada, larga e profunda e se lhe propicie ao lado dela, uma excelente experiência vivida em estágio, para que, no exercício definitivo de sua função, em qualquer nível em que ele ocorra, esteja sempre atuando no limiar da perfeição.
Um estágio realmente eficiente, além de exercitá-lo para sua nobre missão, lhe dará oportunidade para avaliar suas próprias capacidades e habilidades para tarefa de tão alta responsabilidade.
Não é isso que ocorre com profissionais outros? E por que ao Pedagogo que trabalha pela vida plena de um futuro cidadão, nem sempre é dado o pleno direito de conhecer o que é tanger freqüentemente a realidade para a qual se prepara?
Quanto ao curso de Pedagogia, há premência que acompanhe "pari passu" a modernidade. Que outros caminhos o Pedagogo pode trilhar para tornar-se útil à Nação e realizar-se como ser humano, além daqueles circunscritos às paredes da escola?
Faz-se urgente, pesquisar e analisar a proposta de novos locais de trabalho: a empresa, o hospital, o turismo, o tecnologia. Nesses contextos o Pedagogo, utilizando e direcionando seus conhecimentos técnicos e científicos será certamente de grande valia e verá ampliado seu campo profissional. O desvio de função e o desemprego tornar-se-ão coisas do passado.
Os fenômenos sociais solicitam essas mudanças e a história da Pedagogia já não pode permanecer parada nos umbrais da escola. Ela deve prosseguir para onde o ser humano é objeto de mudança educacional ou ocupacional. Se existem Pedagogos desempregados ou sob o jugo do desvio de função de um lado, e do outro, a sociedade apresentando indicadores de absorção desse profissional, existe uma evolução a ser empreendida nos currículos dessa profissão para capacitar o pedagogo para um tipo de formação nessa direção, a nível de graduação. Um treinamento que absorva métodos científicos e humanizados, pode configurar a nível social, como aprimoramento do ser humano em toda dimensão, e fonte de satisfação geral.
Fonte: www.abpe.org.br - Associação Brasileira de Pedagogia
A Pedagogia compreende um conjunto de doutrinas, princípios e métodos de educação baseados no estudo de idéias de determinada concepção de vida (filosofia), e no aprofundamento de algumas ciências humanas (psicologia, sociologia etc).
A Pedagogia tende portanto, para um objetivo prático definido, através de meios (processos e técnicas de ensino) eficientes para alcançá-los.
Surgida no século XVII, a Pedagogia teve como um dos principais iniciadores, o monge João Comênio (Amós Comenius). Intuíram esse mestre que a criança em primeiro lugar e o estudante em geral, merecem cuidados especiais para efetivação de uma aprendizagem mais produtiva e deleitosa, devido à imaturidade de recursos racionais e da inexperiência da idade. Essa descoberta revolucionária valeu ao insigne mestre o título de "Pai da Pedagogia".
Desde então, o ensino transformou-se paulatinamente, retro-alimentado por novas propostas educativas iluminadas, em destaque a do francês Jean Jacques Rousseau no século XVIII, de seus seguidores e de inúmeros educadores mais próximos de nós amparados pelo desabrochar da Psicologia que confirmou os acertos dos mestres inovadores.
Os métodos de ensino sucederam-se uns aos outros, sempre no intuito de apresentar ao aluno uma aprendizagem de acordo com a sua faixa etária. No decorrer do tempo, a Pedagogia, com seus objetivos e currículo pertinentes florescia, sempre direcionada à eficiência e eficácia do ensino, tomando por fim forma de curso, emancipando-se na Europa e nos Estados Unidos.
No Brasil (1.931), aportou no Rio de Janeiro e hoje campeia por toda parte. Rendeu dias de glória ao Pedagogo e Professor, considerados pelo seu ministério, cercado de respeito e gratidão, reconhecido pela dignidade do seu papel social nesta imensa Nação.
Da otimização da formação do Pedagogo dependeram esses fatos. Depende dela ainda a excelência da educação de um povo desde o momento da aquisição de seus conhecimentos iniciais, da continuidade deles, e certamente quando se busca orientação segura para uma profissão ou, senão isso, ao menos para absorção de visão de mundo que lhe permita viver melhor e ser feliz.
Todavia, o Pedagogo perdeu as prerrogativas originais de reconhecimento da sociedade decorrida do seu trabalho. Constata-se facilmente essa realidade quando se analisa as suas consecutivas perdas econômicas e perspectivas profissionais atuais.
Ele que tem nas mãos a infância e a juventude de um país, quando se trata da instrução escolar escalonada e sedimentada, e que tem também, diante da impossibilidade de dissociar-se ensino e educação, a responsabilidade em segunda instância (já que em primeira é dever da família que não raro, incapaz de ministrá-las todas mas, felizmente consciente dessa falha, delega-lhe plenamente essa tarefa), pelas bases educacionais, sociais, políticas, morais e éticas.
É altíssima a contribuição do Pedagogo na geração da grandeza de uma Nação pelos efeitos que ela produz, e que é identificável pela atuação social de seu ex-alunado emancipado, maduro e responsável.
Por essa razão, é sumamente necessário que se lhe impute educação atualizada, larga e profunda e se lhe propicie ao lado dela, uma excelente experiência vivida em estágio, para que, no exercício definitivo de sua função, em qualquer nível em que ele ocorra, esteja sempre atuando no limiar da perfeição.
Um estágio realmente eficiente, além de exercitá-lo para sua nobre missão, lhe dará oportunidade para avaliar suas próprias capacidades e habilidades para tarefa de tão alta responsabilidade.
Não é isso que ocorre com profissionais outros? E por que ao Pedagogo que trabalha pela vida plena de um futuro cidadão, nem sempre é dado o pleno direito de conhecer o que é tanger freqüentemente a realidade para a qual se prepara?
Quanto ao curso de Pedagogia, há premência que acompanhe "pari passu" a modernidade. Que outros caminhos o Pedagogo pode trilhar para tornar-se útil à Nação e realizar-se como ser humano, além daqueles circunscritos às paredes da escola?
Faz-se urgente, pesquisar e analisar a proposta de novos locais de trabalho: a empresa, o hospital, o turismo, o tecnologia. Nesses contextos o Pedagogo, utilizando e direcionando seus conhecimentos técnicos e científicos será certamente de grande valia e verá ampliado seu campo profissional. O desvio de função e o desemprego tornar-se-ão coisas do passado.
Os fenômenos sociais solicitam essas mudanças e a história da Pedagogia já não pode permanecer parada nos umbrais da escola. Ela deve prosseguir para onde o ser humano é objeto de mudança educacional ou ocupacional. Se existem Pedagogos desempregados ou sob o jugo do desvio de função de um lado, e do outro, a sociedade apresentando indicadores de absorção desse profissional, existe uma evolução a ser empreendida nos currículos dessa profissão para capacitar o pedagogo para um tipo de formação nessa direção, a nível de graduação. Um treinamento que absorva métodos científicos e humanizados, pode configurar a nível social, como aprimoramento do ser humano em toda dimensão, e fonte de satisfação geral.
Fonte: www.abpe.org.br - Associação Brasileira de Pedagogia
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